Fonte: http://www.colegiojardinspiracicaba.com.br/UserFiles/Image/JPG_Pedagogia_Afetiva_rgb.jpg
A/O tutora/or afetivo:
O papel do feedback no processo de aprendizagem
on-line.
O
trabalho do tutor se caracteriza, principalmente, por uma dedicação constante
ao educanda/o. Portanto, a labuta se baseia no compromisso cotidiano de
acompanhar a construção do conhecimento. Uma relação de troca onde ambos
constroem o conhecimento juntos.
Primeiramente,
é importante salientar que o Brasil não é um país com uma grande tradição na
Educação à Distância, como no caso da Europa. Até mesmo, quando nos
referimos a educação presencial, que é
muito mais antiga, temos muitos obstáculos a vencer.
No
processo de ensino-aprendizagem na educação presencial podemos ter uma relação
direta com o/a estudante e termos um controle maior desta relação. A educação
não presencial ou on-line, acaba nos causando um pouco de medo por não podermos
ter este contexto em que já estamos familiarizando tanto como estudantes como
docentes.
Para
romper este processo de cultural e desvalorização da ensino-aprenzagem on-line
ou não presencial é necessário perceber que este processo é muito mais complexo
quando não existe uma relação direta entre tutor/cursista como em uma aula
normal.
Como
salientou MILL et al 2008, não
podemos confundir o tutor com o professor. Na tutoria não existe aula. Talvez a
ausência da aula nos moldes tradicionais causa este estranhamento no tutor e,
bem como, nas/os estudantes.
Quais
os intrumentos didáticos-pedagógicos os tutores tem que usar para romper esta
barreira.
Vamos
escolher um âmbito pouco abordado dentro da história tradicional da educação: o
ensino afetivo.
A
afetividade dentro do processo de ensino-aprendizagem foi afastada tendo como
base uma relação de separação entre o mundo da razão e da sensibilidade.
Inspirados no modelo cartesiano, onde o homem é um ser racional, buscou-se dentro das ciências e, bem
como, na atividade docentes a separação
entre estas duas categorias.
Mas
recentemente a critica desta perspectiva foi inspirada pela critica feita a
perspectiva cartesiana feita pelos filósofos Edmund
Husserl (1859-1938), Martin Heidegger (1889-1976) e Maurice Merleau-Ponty (1908-1961).
Estes
filosofo valorizaram a experiências corporais (experiências sensórias) são
importantes mediadoras do conhecimento. Neste sentido, falando de forma muito
simplificada, o processo de ensino-aprendizagem deve entender que a educação
não é um mero processo racional ele depende também da sensibilidade dos
indivíduos. (COSTA, 2008)
Como
podemos perceber o processo de valorização da sensibilidade no processo de
tutoria e no feedback ao estudante? Como seria um feedback de uma forma
afetiva?
Embora
a objetividade e a rapidez nas respostas
aos questionamentos das/os estudantes seja cobrada corriqueiramente em todos os
cursos de atualização para tutores é fundamental que este processo seja feito
de forma afetiva. Neste sentido, é fundamental que o tutor conheça seu
cursista.
A
criação de Fóruns com o objetivo de socializar e criar sociabilidade é muito
importante para criar uma relação de afinidade e de reciprocidade não só entre tutores
e cursistas, mas bem como, entre as/os cursistas.
Como
a base do processo de ensino-aprendizagem é fundamentalmente baseado na necessidade
da solidariedade e na cooperação e de fundamental importância uma educação
afetiva.
Portanto,
os feedbacks tem que pensar e se
basear em uma relação de afetividade entre tutores e cursistas.
Para
isto, é importante pensar alguns aspectos dos feedbacks de forma afetiva:
1. Apresentar-se
ao cursista. A afetividade nasce de um processo de identificação entre o tutor
e as/os cursistas.
2. Conhecer
as/os cursistas. Cada cursista tem a sua especificidade. Cada indivíduo tem uma
maneira de lidar com a afetividade. Seus limites e necessidades.
3. Construir
uma linguagem afetiva. A linguagem afetiva é, principalmente, baseada no
respeito ao outro. Quando o tutor conhece as/os cursistas ele sabe como deve
construir a relação de ensino aprendizagem respeitando as necessidades de cada
um.
4. Construir
ambientes que façam a manutenção da afetividade. Fotos e vídeos que mostrem o
cotidiano do tutor e dos cursistas podem aproximar as pessoas e retirar o
distanciamento causado pela aparente distância.
A afetidade é
um âmbito importante da relação de ensino aprendizagem. Quando o processo de
orientação, os feedbacks, são feitos por meio de um olhar sensível e afetivo
a/o estudante se sente mais seguro e confiante no processo no qual ele não é
familiarizado.
Nada pode
substituir a afetividade. Respeitar o outro é entender que cada um aprende de
uma forma e para ensinar é preciso ter sensibilidade para entender como este
indivíduo percebe o mundo e lida com suas dificuldades.
Referências
Bibliográficas
COSTA, Cléria Botêlho da. O ensino de História e as Sensibilidades,
2013 (mimeo)
MILL, Daniel
et al. O Desafio de uma Interação de Qualidade na Educação a Distância: O Tutor
e sua Importância Nesse Processo. In.:Cadernos da Pedagogia Ano 02 Volume 02
Número 04 agosto/dezembro 2008

