terça-feira, 26 de fevereiro de 2013




Fonte: http://www.colegiojardinspiracicaba.com.br/UserFiles/Image/JPG_Pedagogia_Afetiva_rgb.jpg

A/O tutora/or afetivo:
O papel do feedback no processo de aprendizagem on-line.

                O trabalho do tutor se caracteriza, principalmente, por uma dedicação constante ao educanda/o. Portanto, a labuta se baseia no compromisso cotidiano de acompanhar a construção do conhecimento. Uma relação de troca onde ambos constroem o conhecimento juntos.
                Primeiramente, é importante salientar que o Brasil não é um país com uma grande tradição na Educação à Distância, como no caso da Europa. Até mesmo, quando nos referimos  a educação presencial, que é muito mais antiga, temos muitos obstáculos a vencer.
                No processo de ensino-aprendizagem na educação presencial podemos ter uma relação direta com o/a estudante e termos um controle maior desta relação. A educação não presencial ou on-line, acaba nos causando um pouco de medo por não podermos ter este contexto em que já estamos familiarizando tanto como estudantes como docentes.
                Para romper este processo de cultural e desvalorização da ensino-aprenzagem on-line ou não presencial é necessário perceber que este processo é muito mais complexo quando não existe uma relação direta entre tutor/cursista como em uma aula normal.
                Como salientou MILL et al 2008, não podemos confundir o tutor com o professor. Na tutoria não existe aula. Talvez a ausência da aula nos moldes tradicionais causa este estranhamento no tutor e, bem como, nas/os estudantes.
                Quais os intrumentos didáticos-pedagógicos os tutores tem que usar para romper esta barreira.
                Vamos escolher um âmbito pouco abordado dentro da história tradicional da educação: o ensino afetivo.
                A afetividade dentro do processo de ensino-aprendizagem foi afastada tendo como base uma relação de separação entre o mundo da razão e da sensibilidade. Inspirados no modelo cartesiano, onde o homem é um ser racional,  buscou-se dentro das ciências e, bem como,  na atividade docentes a separação entre estas duas categorias.
                Mas recentemente a critica desta perspectiva foi inspirada pela critica feita a perspectiva cartesiana feita pelos filósofos Edmund Husserl (1859-1938),  Martin Heidegger (1889-1976) e Maurice Merleau-Ponty (1908-1961).
                Estes filosofo valorizaram a experiências corporais (experiências sensórias) são importantes mediadoras do conhecimento. Neste sentido, falando de forma muito simplificada, o processo de ensino-aprendizagem deve entender que a educação não é um mero processo racional ele depende também da sensibilidade dos indivíduos. (COSTA, 2008)
                Como podemos perceber o processo de valorização da sensibilidade no processo de tutoria e no feedback ao estudante? Como seria um feedback de uma forma afetiva?
                Embora a objetividade e  a rapidez nas respostas aos questionamentos das/os estudantes seja cobrada corriqueiramente em todos os cursos de atualização para tutores é fundamental que este processo seja feito de forma afetiva. Neste sentido, é fundamental que o tutor conheça seu cursista.
                A criação de Fóruns com o objetivo de socializar e criar sociabilidade é muito importante para criar uma relação de afinidade e de reciprocidade não só entre tutores e cursistas, mas bem como, entre as/os cursistas.
                Como a base do processo de ensino-aprendizagem é fundamentalmente baseado na necessidade da solidariedade e na cooperação e de fundamental importância uma educação afetiva.
                Portanto, os feedbacks tem que pensar e se basear em uma relação de afetividade entre tutores e cursistas.
                Para isto, é importante pensar alguns aspectos dos feedbacks de forma afetiva:
1.       Apresentar-se ao cursista. A afetividade nasce de um processo de identificação entre o tutor e as/os cursistas.
2.       Conhecer as/os cursistas. Cada cursista tem a sua especificidade. Cada indivíduo tem uma maneira de lidar com a afetividade. Seus limites e necessidades.
3.       Construir uma linguagem afetiva. A linguagem afetiva é, principalmente, baseada no respeito ao outro. Quando o tutor conhece as/os cursistas ele sabe como deve construir a relação de ensino aprendizagem respeitando as necessidades de cada um.
4.       Construir ambientes que façam a manutenção da afetividade. Fotos e vídeos que mostrem o cotidiano do tutor e dos cursistas podem aproximar as pessoas e retirar o distanciamento causado pela aparente distância.
A afetidade é um âmbito importante da relação de ensino aprendizagem. Quando o processo de orientação, os feedbacks, são feitos por meio de um olhar sensível e afetivo a/o estudante se sente mais seguro e confiante no processo no qual ele não é familiarizado.
Nada pode substituir a afetividade. Respeitar o outro é entender que cada um aprende de uma forma e para ensinar é preciso ter sensibilidade para entender como este indivíduo percebe o mundo e lida com suas dificuldades.

Referências Bibliográficas
COSTA, Cléria Botêlho da. O ensino de História e as Sensibilidades, 2013 (mimeo)
MILL, Daniel et al. O Desafio de uma Interação de Qualidade na Educação a Distância: O Tutor e sua Importância Nesse Processo. In.:Cadernos da Pedagogia Ano 02 Volume 02 Número 04 agosto/dezembro 2008

Nenhum comentário:

Postar um comentário